
Fábricas de Açúcar - Turnkey
A implantação de uma Fábrica de Açúcar Vertical no modelo turn-key configura-se como a solução de maior abrangência do escopo de fornecimento, contemplando integralmente todas as disciplinas de engenharia, suprimentos, construção e montagem industrial.
O escopo envolve o desenvolvimento do projeto executivo multidisciplinar, abrangendo as áreas civil, mecânica, elétrica, de instrumentação e de processos, com foco na integração técnica e compatibilização entre todas as interfaces do empreendimento. Inclui-se a fabricação completa dos equipamentos de processo, tais como cozedores, evaporadores, cristalizadores, secadores, clarificadores, válvulas e sistemas auxiliares, em conformidade com os requisitos de desempenho, normas técnicas aplicáveis e especificações de projeto.
Também são abrangidas as atividades de logística, incluindo transporte, manuseio e içamento de cargas de grande porte, além da execução da montagem eletromecânica em campo, realizada por equipes especializadas em caldeiraria, tubulação industrial, instalações elétricas e sistemas de instrumentação e controle.
O escopo contempla ainda a partida assistida e o comissionamento completo da planta industrial, assegurando a validação operacional de todos os sistemas e subsistemas envolvidos.
A gestão integrada dos cronogramas de fabricação, suprimento de materiais e sequência construtiva é conduzida como elemento crítico de controle, visando a mitigação de riscos e a otimização da performance de implantação. A entrega final ocorre com a unidade industrial em operação plena, incluindo treinamento técnico da equipe do cliente, cobrindo todas as etapas do processo produtivo, desde a recepção do xarope até o acondicionamento e armazenamento do açúcar acabado.


Condensadores
O Condensador Barométrico é fabricado como um cilindro vertical de grande diâmetro, exigindo rolamento de chapas grossas e soldagem longitudinal e circunferencial com controle dimensional rigoroso. Internamente, os distribuidores de água e vapor são fabricados em tubulações perfuradas ou em bocais aspersor calibrados, posicionados para maximizar o contato entre os fluidos e promover a condensação eficiente.
A extração de gases incondensáveis é feita por condutores instalados na parte superior, com o balão externo de separação de condensado fabricado e integrado ao conjunto. O equipamento recebe bocais de alimentação dos fluidos nas dimensões de projeto, bocas de visita com flanges e tampões, sapatas de sustentação soldadas e calculadas para suportar o peso operacional cheio.
O piso operacional com escada marinheiro é fabricado em estrutura de aço e fixado ao corpo. Antes da entrega, o conjunto é submetido a teste hidrostático e verificação do balão de separação.
A fabricação de Clarificadores abrange estruturas de grande porte em chapas de aço carbono ou inoxidável, dependendo do tipo — compartimentos comunicantes (convencional), compartimentos individuais ou fluxo vertical rápido.
O processo começa pelo corte e rolamento das virolas do corpo cilíndrico, seguidos pela soldagem das divisórias internas que separam os compartimentos. O sistema de flasheamento e os distribuidores de caldo são fabricados em chapas dobradas e perfiladas, exigindo precisão dimensional para garantir a distribuição uniforme do fluxo.
O mecanismo raspador — responsável pela tiragem eficiente do lodo — é usinado e montado com tolerâncias apertadas para assegurar o contato correto com bandejas e fundo. A estrutura autoportante, que dispensa fundações especiais, é calculada e soldada pelo setor de estruturas metálicas, sendo posteriormente jateada, pintada e submetida a testes de funcionamento em vazio antes da montagem em campo.
Clarificadores


Cozedores Continuo
A fabricação do Cozedor Contínuo a Vácuo é um dos processos mais complexos da linha sucroenergética. O equipamento é um termo-sifão vertical de fluxo ascendente, com calandra fixa e múltiplos tubos de descida, exigindo fabricação de feixe tubular de alta precisão — os tubos são mandrilados nos espelhos superior e inferior com controle milimétrico de alinhamento.
O corpo do aparelho é dividido em 13 seções, cada uma com bocais para alimentação de mel, vapor de circulação, água e controle de semente na primeira seção. A fabricação dos bocais de alimentação individuais e dos sistemas de extração de condensados — separados a cada duas seções e isolados na última — requer soldagem de precisão em aço inoxidável e instalação de instrumentação de controle de vazão. A alimentação de vapor lateral e os espelhos recebem tratamento superficial para resistência à corrosão.
O conjunto é montado em estágios, com alinhamento verificado por instrumentos ópticos, e testado hidraulicamente em todas as câmaras de pressão antes do transporte para o campo.


A fabricação do Cristalizador Vertical Contínuo de Massa B/C exige integração entre caldeiraria, usinagem e montagem eletromecânica. A estrutura autoportante é construída em chapas de aço carbono com reforços internos dimensionados para suportar o peso da massa e os esforços do sistema mexedor.
O sistema de resfriamento e reaquecimento da massa é fabricado com serpentinas ou feixes tubulares internos, em aço inoxidável, pelos quais circulam água fria e vapor em sequência controlada — exigindo soldas de alta qualidade e teste de pressão individual.
O sistema mexedor de alto torque, responsável pela movimentação contínua e homogênea da massa, é usinado com engrenagens e eixos de precisão, e montado com rolamentos e vedações adequados às condições de operação. O acionamento é dimensionado para partida com carga e instalado com proteção adequada ao ambiente industrial.
Após montagem, o equipamento passa por teste de rotação em vazio, alinhamento do conjunto motriz e verificação do sistema de controle de temperatura antes da liberação para expedição.
Cristalizadores Verticais


Sistema de Sulfitação de Caldo
A fabricação do Sistema de Sulfitação de Caldo envolve a integração de equipamentos para geração, dosagem e mistura de dióxido de enxofre (SO₂) ao caldo de cana.
O sistema inclui o forno de enxofre — construído em material refratário ou aço inoxidável resistente ao SO₂ — onde o enxofre é queimado, e a torre de sulfitação, fabricada em aço inoxidável ou material resistente ao meio ácido, onde o gás é absorvido pelo caldo. Os componentes são fabricados com vedações rigorosas para evitar vazamentos do gás tóxico, e os bocais de injeção e distribuidores são projetados para garantir contato eficiente entre o caldo e o SO₂.
O sistema inclui ainda tubulações, válvulas de controle, instrumentação de medição de pH e dosagem automatizada, todos montados e integrados em skid compacto ou instalados em campo conforme o layout da usina. Após montagem, o sistema é testado com nitrogênio para verificação de estanqueidade antes da operação com enxofre.


A fabricação do Aquecedor de Caldo exige domínio em caldeiraria pesada e montagem de feixes tubulares de precisão. O processo inicia com o corte e conformação das chapas do casco e dos espelhos (placas tubulares), seguidos pela furação rigorosa conforme o layout do feixe tubular.
Os tubos são inseridos manualmente e mandrilados nos espelhos, operação que demanda ferramental específico e operadores qualificados para garantir estanqueidade e resistência mecânica.
As câmaras de circulação de caldo, com seus bocais axiais de entrada, saída e liquidação, são fabricadas separadamente e soldadas ao conjunto principal com controle de distorção.
As tampas articuladas e suportadas são usinadas e balanceadas para facilitar o acesso ao feixe durante manutenção. Após a montagem, o equipamento passa por testes hidrostáticos conforme norma ASME ou similar, inspeção de solda por líquido penetrante e ensaio de estanqueidade antes da pintura e expedição.
Aquecedores de Caldo


Evaporadores Convencionais
A fabricação do Evaporador Convencional Tipo Robert envolve a construção de um aparelho vertical de grande porte, composto pela calandra com feixe tubular mandrilado, corpo superior e fundo torisférico. A calandra recebe os tubos mandrilados nos espelhos superior e inferior, com inspeção de cada junta tubular para garantia de estanqueidade. A entrada lateral de vapor, as saídas de condensado e os extratores de incondensáveis são instalados com bocais flangeados e testados individualmente.
O corpo superior, dimensionado com altura adequada, incorpora o separador de arraste centrífugo, bocais de saída de vapor, visores e sistema de quebra-vácuo — cada item fabricado e montado conforme especificações de processo. A porta de inspeção de grandes dimensões é fabricada com dobradiças e travas de alta qualidade para facilitar a manutenção. O fundo torisférico em chapa conformada recebe os bocais de entrada e saída de caldo, liquidação e boca de visita com flanges.
O equipamento completo é submetido a teste hidrostático por câmara e inspeção de soldas por métodos não destrutivos antes da entrega.


A fabricação do Hidratador de Cal envolve a construção de um equipamento de contato entre cal virgem e água para produção de leite de cal, utilizado no tratamento do caldo. O processo de fabricação inclui a construção do corpo cilíndrico ou cônico em chapa de aço carbono ou inoxidável, com revestimento interno resistente à abrasão causada pela cal.
O eixo e as pás agitadoras ou rosca transportadora interna são usinados e balanceados para operação contínua, com rolamentos e vedações dimensionados para suportar o ambiente alcalino e abrasivo. Os bocais de entrada de cal virgem, entrada de água e saída do leite de cal são fabricados e soldados ao corpo com diâmetros adequados à capacidade de projeto.
O sistema de acionamento é montado com redutor de velocidade e motor elétrico dimensionados para o torque necessário à mistura. Após montagem, o equipamento é testado em rotação, verificado o alinhamento de transmissão e submetido a teste funcional com água antes da entrega.
Hidratador de Cal




















